quarta-feira, 2 de setembro de 2009

“Existem estrelas na terra”




“Às vezes pego numa caneta e começo a escrever. Isso mesmo, viro poeta que não escreve poesia. Mas sim escrevo sentimentos num papel,em busca de sorrisos de alegrias, que para mim são troféus.”



‘’Poetas não escrevem poesias, escrevem sentimentos, que desconexos ou não são para pessoas especiais, é claro, não escrevo todo dia. Mas hoje com todo carinho pro meu chuchu, escrevo essa poesia...


’’



“Existem estrelas na terra”



Já fiz tantos esforços para alcançar meus sonhos, já fiquei na ponta dos pés, estiquei meu braço para o céu... Mas não consegui pegar nenhuma estrela. E desci os braços e agradeci por isto.



Vi-me tentando novamente, dessa vez subi mais alto, coloquei minhas sapatilhas de ponto, senti escorrer sangue dos meus pés, estiquei os braços pr´o céu... Mas não consegui pegar nenhuma estrela. E desci os braços e agradeci por isto.




Faltava-me algo. Então vesti meu colã, coloquei minhas sapatilhas, senti o sangue que escorria dos meus pés e que juntamente com as lágrimas do meu rosto fizeram uma poça no chão, estiquei os braços pr´o céu... Mas novamente, não consegui pegar nenhuma estrela. E desci os braços e agradeci por isto.



E as estrelas pareciam cada vez mais distantes, foi então que vesti meu colã, coloquei minhas sapatilhas, senti o sangue que escorria dos meus pés e que juntamente com as lágrimas do meu rosto fizeram uma poça no chão, o meu Tchu tchu, subi na ponta,estiquei meus braços pr´o, segurei as lágrimas que logo se misturariam a poça de sangue no chão... Mas não consegui pegar nenhuma estrela. E desci os braços e agradeci por isto.



Pintei a face com borboletas, fiz meu coque, vesti meu colã, minhas sapatilhas que faziam poças de sangue no chão, meu tchu tchu, subi na ponta dos pés, estiquei meus braços pr´o céu e girei leve ao redor do meu sonho e senti uma luz sobre mim, era o brilho das estrelas, por isso não conseguia alcançá-las, por que elas foram feitas pra brilhar no céu e iluminar as outras que brilham na terra.

Para a profª Sandra o mais contagiante dos meus chuchus !



Luiz
Antônio Freitas -03-03-09

sábado, 18 de abril de 2009


Hoje senti eu doce sabor


Foi diferente, novo e inexplicavel


Minha expactativa só aumentou


E o desfecho fez se inevitavel




Neguei o a principio


Pois sabia que seria o unico afinal


- Pra que tentar? assim pensei


Contra o meu desejo firmemente lutei



Ma logo me enteguei


Seria mais um beijo comum


Mas com amor foi o primeiro, o numero um


Foi então que a beijei




Foi tudo como em sonho


Olhei a nos olhos e sorri


Fechei os olhos com medo


Mas quando abri , ela ainda estava ali




Depois de tantos iguais , esse foi diferente


Senti crescendo esse sentimento de um modo ardente


Foi um beijo simples, por um átimo te amei


O tempo suficente pra confirmar o que ainda duvidava


Gosto tanto dela, quase disse que a amava.




Luiz Antonio Freitas-17-04-09




A coisa mais triste que existe


" Há coisa mais triste que um palhaço triste?

Aquele que faz sorrir e se vê a chorar

O ser mais feliz que existe

Sim, ele é capaz de amar


Das cambalhotas as piruetas

Roda, gira e faz encantar

O rosto triste é capaz de alegrar

Mas o coração do palhaço triste esta


Cobrindo a face com tinta e pancake

Alegres cores de vinis

O palhaço ainda está triste

A coisa mais triste que existe


Em seu ultimo ato em desespero

Encheu as mãos de tinta branca

Deixou a face mórbida e franca

Sem pensar mostrou se rosto verdadeiro


Um palhaço também ama

E tem sonhos comuns

Esse palhaço por te amar te chama

Queria ser pra você, não só mais um


A tinta no rosto o feriu

Pelas lágrimas que rolaram por amor

O amor que em silêncio o palhaço sentiu

A coisa mais pura triste que existe

È o amor que dentro do palhaço existe."



Luiz Antonio Freitas-16-04-2009






terça-feira, 14 de abril de 2009

"Sentidos desentidos"

A voz que não fala
Tem medo do que diz
A voz que não se cala
fala por ser feliz

O corpo que não anda
Parado e ninguém o sente
O corpo que não para
Exausta o corpo e faz feliz a mente

Os olhos que não enxergam
Um mundo maravilhoso
Os olhos que vêem e as flores regam
Faz de um jardim um belo poço

Os sorrisos que não se abrem
Pela feiura ou por outrem
E o sorriso amarelo
Que se diz sempre sincero

Aos braços que se negam ao calor de um abraço
não falam, não andam, nem enxergam
O abraço que se nega a alguém
è o sorriso que se nega a alguém

Luiz Antonio Freitas-14-04-09

quinta-feira, 19 de março de 2009

Finda minh´alma


Perdoa minh´alma
Meu corpo jaz e padece
As mãos estão geladas
Nem de fogo se aquecem

Estou perdido dentro de mim
Em meu próprio labirinto da morte
Dialogante espero o fim
Para uma vida de pouca sorte

Não desisti porém de viver
Só espero a sua hostil chegada
Sei que o mundo vai me esquecer
Perdoarão então minh´alma...

Longe estático e acalmada
No ritmo das forças de meus batimentos
Enfim chegou o momento
A voz se cala e finda se minh´alma.

Luiz Antônio Freitas 19-03-09

Um ser inferior

Um ser inferior



Quem me dera fazer juz á sua beleza

Estar ciente de meus defeitos

Se eu ao menos merecesse o seu sorriso

Faria das faces rosadas abrigo pr´o sol




Ah se fosse eu digno de seu abraço

Tocar seu corpo conhecer as linhas da sedução

Se fechasse os olhos deixasse me encantar

Findaria minha angustia de tentar te agradar




Me desespero ao fim da lua

Pois já raia o dia e não sinto presença sua

Do que adiantou sonhar as escuras e tristes noites?

Se quando te vejo não sei o que fazer


Não sou louco por pensar toda hora te ver em outro rosto

È aquela vontade de um encontro repentino

Aquele desejo ardente de te tocar

De deixar esse ser inferior para tráz



Inferior por te amar e não te ter

Mais uma vez então me ponho a pensar

O que mais vale apenas, ser amado ou te amar

Ser feliz ou só, sofrer.



Luiz Antonio Freitas-10-04-09

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Eu te amo como o sol ama a lua"



Eu te amo como o sol ama a lua


Eu te amo como o sol ama a lua
Como o triste e solitário sol
Que não tem estrelas o iluminando
Brilha forte em sua solidão

Como ama a lua em distância
Como ama a lua em silêncio
Onde só pode vê-la quando ocorre um eclipse
Onde o sol na reclusão de seu amor, ofusca o brilho da lua

Apagando as estrelas
Fazendo a lua escurecer de tristeza
Por que o sol não á compara em beleza
Por que o sol brilha sozinho

Pouco tempo
Pouco tempo para um longo e tenso namoro
Onde a felicidade do sol é a tristeza da lua
Onde a lua só quer brilhar dinovo


Passo a passo o brilho vai desaparecendo, a escuridão se assola
Enquanto o solitário sol ama em silêncio
Esperando por mais uma vez, por outra chance
E eu, eu te amo como o sol ama a lua.



Luiz Antônio Freitas
-18-01-2009








Amor e um sonho

Amor e um sonho


Estou só no meio da multidão
Tento me esconder , fugir
Mas estou estático, colado ao chão

Meu sonho passa e eu estou atônico
Não faço nada só a acompanho
Deixo a ir sem nem me notar

Uma buzina soou no meu ouvido
Pessoa gritavam,
E se arrastando em meio ao meu sonho tive que sair

Continuei andando sem olhar pra trás
O que seria real, infinito e perfeito
Era um amor platônico que aumentava meu medo

Com um sorriso ironico passei a frente
Sabia que o meu sonho dali pra frente seria diferente
Sabia que não ia se realizar

Tinha me apaixonado por um vulto
Uma visão deixada para sempre
È um amor platonico, sem fim e sem começo.