quinta-feira, 19 de março de 2009

Finda minh´alma


Perdoa minh´alma
Meu corpo jaz e padece
As mãos estão geladas
Nem de fogo se aquecem

Estou perdido dentro de mim
Em meu próprio labirinto da morte
Dialogante espero o fim
Para uma vida de pouca sorte

Não desisti porém de viver
Só espero a sua hostil chegada
Sei que o mundo vai me esquecer
Perdoarão então minh´alma...

Longe estático e acalmada
No ritmo das forças de meus batimentos
Enfim chegou o momento
A voz se cala e finda se minh´alma.

Luiz Antônio Freitas 19-03-09

Um ser inferior

Um ser inferior



Quem me dera fazer juz á sua beleza

Estar ciente de meus defeitos

Se eu ao menos merecesse o seu sorriso

Faria das faces rosadas abrigo pr´o sol




Ah se fosse eu digno de seu abraço

Tocar seu corpo conhecer as linhas da sedução

Se fechasse os olhos deixasse me encantar

Findaria minha angustia de tentar te agradar




Me desespero ao fim da lua

Pois já raia o dia e não sinto presença sua

Do que adiantou sonhar as escuras e tristes noites?

Se quando te vejo não sei o que fazer


Não sou louco por pensar toda hora te ver em outro rosto

È aquela vontade de um encontro repentino

Aquele desejo ardente de te tocar

De deixar esse ser inferior para tráz



Inferior por te amar e não te ter

Mais uma vez então me ponho a pensar

O que mais vale apenas, ser amado ou te amar

Ser feliz ou só, sofrer.



Luiz Antonio Freitas-10-04-09