terça-feira, 14 de abril de 2009

"Sentidos desentidos"

A voz que não fala
Tem medo do que diz
A voz que não se cala
fala por ser feliz

O corpo que não anda
Parado e ninguém o sente
O corpo que não para
Exausta o corpo e faz feliz a mente

Os olhos que não enxergam
Um mundo maravilhoso
Os olhos que vêem e as flores regam
Faz de um jardim um belo poço

Os sorrisos que não se abrem
Pela feiura ou por outrem
E o sorriso amarelo
Que se diz sempre sincero

Aos braços que se negam ao calor de um abraço
não falam, não andam, nem enxergam
O abraço que se nega a alguém
è o sorriso que se nega a alguém

Luiz Antonio Freitas-14-04-09

Um comentário:

Mariza Resplandes disse...

Esse teu sentir é cativante.