
"Ainda está chovendo"
Uma lágrima rolou sobre um rosto
Escorreu pelo corpo
Se uniu ao leve sabor de sal da pele
Ganhou forças e caiu Ainda está chovendo
A cada instante a lágrima era levada pela correnteza
Ela estava fraca junto as impurezas qua as ruas traziam
Até que o brilho que a lágrima tinha se trasnformou em um misto de lama e lixo
Ainda está chovendo
Ela queria sair
Ela queria ser pura novamente
Mas os que se enchem de impurezas não recuperam seu brilho
Ainda está chovendo
A chuva diminuiu as ruas secavam, o sol já brilhava
E no meio de tanto lixo a lágrima se acabava
Não tinha o mesmo brilho, nem o leve sabor de sal
Ainda está chovendo.
Luiz Antonio Freitas-10-11-2008


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