segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Se um dia lembrar de mim


Se um dia lembrar de mim



Se um dia lembrar de mim

Vai ver que o sol já não brilha mais
Vai ver que o cinza da chuva tomou conta do céu
Vai sentir de leve um vento gelado


Se um dia lembrar de mim
Vai saber porque gostava de tomar banho de chuva

Por que preferia o frio ao calor

A escuridão a luz
A solidão ao amor

Se um dia lembrar de mim
Vai saber porque esperava ancioso pelo cinza da chuva

Por que não percebia a beleza das gotas que desenhavam ondas sob meus pés
Por que não admirava o reflexo de um espelho dágua em uma poça

E só...corria.

O vento gelado, a cor da chuva

E até mesmo as ondas sob meus pés

Não farão mais sentido...
Se um dia lembrar de mim.




Luiz Antônio Freitas-19-11-08 -Cuiabá

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